Santo vs Profano

28/02/2012 |

Novos tempos , velhos hábitos...

“Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” - Hebreus 4:13

Havia (ou ainda existe) um pensamento muito comum na igreja católica romana: Separar o sagrado do profano. Essa separação quando mal compreendida leva a conclusões totalmente precipitadas.

De modo rápido e sem entrar em detalhes históricos, o pensamento predominante da época era o seguinte:

As atividades santas eram aquelas desempenhadas pelos monges e padres, ou seja, todo tipo de atividade religiosa era considerada santa e superior a qualquer outra. Assim tínhamos uma completa distinção entre um agricultor e um monge, um desempenhava uma terrível atividade na qual não poderia glorificar a Deus se a estivesse fazendo e o outro era completamente santo e espiritualmente elevado.

Apesar de ter usado o verbo no passado, esse tipo de pensamento ainda predomina com uma nova nomenclatura: o Gospel e o Secular.

Em síntese, gospel é toda atividade que cita diretamente o nome de Cristo e seus princípios, podendo ser aplicada a um lugar, música etc. Já a palavra secular é tudo aquilo que não esta diretamente ligado a Ele, se tornando assim uma atividade mundana e desprovida de qualquer valor espiritual.

Dessa forma, excluímos a política, música e a arte de Cristo, reservando para Ele apenas nossos domingos e breves momentos de alguma atividade religiosa.

Totalmente oposto a esse conceito os versos do começo do post nos mostra que toda atividade humana esta sendo feita diante dos olhos de Deus, isso inclui nosso trabalho, e nossa vida religiosa, nossos momentos de lazer, e também os momentos de oração.

Na vida do Cristão acredito não existir essa separação, pois todas as nossas atividades estão expostas aos seus olhos nos motivando a fazer todas as coisas para a Sua Glória, não estou dizendo que não exista atividades profanas, mas afirmando que se nossas atividades forem motivadas pela sua glória qualquer atividade pecaminosa e realmente profana será automaticamente descartada, sem necessidade de criar regras e nem colocar “cabrestos” no povo de Deus.

Vamos dar um basta ao pensamento mesquinho que Deus está apenas ligado a religião, e as atividades "gospel", Deus controla tudo e age sobre todas as coisas conforme sua vontade e soberania.
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Texto de Ítalo Guimarães

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E Se Eu Não Sinto Prazer Obedecendo a Deus? - John Piper

10/01/2012 |

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Casei-me aos vinte!

09/01/2012 |

O casamento e meus vinte poucos anos.


Decidi descobrir cedo o que é formar uma família e por que isso vale a pena. Aos 22 anos, resolvi me casar; casei-me aos 23. Apesar da manifestação de muitos sobre a precocidade da decisão e da responsabilidade na qual eu estava “me metendo”, concluí que era o meu tempo, a minha vez.

Ouve-se que a família é uma instituição divina e que Deus a ama, mas percebo que poucos cristãos, (tanto meus contemporâneos quanto os mais antigos) valorizam de fato a constituição de uma família como uma “província” do reino de Deus. Muitos acabam por encarar o casamento como uma fuga para a solidão ou como um destino do qual não se pode escapar por causa da tradição. Sendo assim, aconselham: “Aproveite sua juventude, deixe pra casar mais tarde!”.

Uso a expressão “província” porque acredito que um lar é um nicho de fortalecimento para a vida cristã. Muitas virtudes precisam ser aprendidas e cultivadas na família e dela “partimos” para os demais desafios do mundo. Nós cristãos, jovens ou velhos, precisamos crer nisso. É preciso entender que Deus trabalha nosso senso de comunidade de forma grandiosa dentro da família.

Esse e alguns outros motivos me moveram a iniciar essa jornada. Optei por dedicar a energia da minha juventude à construção de algo em que realmente acredito. Após dois anos de casamento, tenho certeza, a cada manhã, de que não tenho desperdiçado minha vida. A decisão de aproveitá-la a dois foi muito boa.
Os passos tornaram-se mais firmes e seguros no caminho da vida familiar. Sim, é melhor serem dois do que um! Eu e meu marido somos fortalecidos pelo amor e pelo serviço, pelas admoestações mútuas, pelas alegrias compartilhadas, pelo choro consolado e pelas dificuldades enfrentadas. São as trivialidades da vida, mas vividas a dois.

Não afirmo, no entanto, que os jovens devam se casar ao primeiro ímpeto de “este é o amor da minha vida”. Antes, devem avaliar a fase, a história de vida, a opinião da família, as condições, (especialmente as emocionais) entre outras coisas. O casamento é uma decisão séria que traz desafios e exige maturidade.

Porém, casamento e juventude não são incompatíveis. Especialmente se temos a verdadeira noção de virtudes como o domínio próprio, o amor, a lealdade e o respeito. E também a noção de que permanência e durabilidade são palavras nobres, diferentemente do que se diz.

É uma alegria poder desfrutar da juventude com a certeza de que o casamento é para a glória de Deus e para a proclamação de sua glória às próximas gerações. Isso também é curtir a vida.

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Texto de Ivny Monteiro de Castro extraído do site :
http://www.ultimato.com.br/

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